20/01/2017

(Livro-Venda 1)

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Medicamento-Guardar

 
Como organizar medicamentos
Edição de Lenise M. Resende

Uma forma de armazenamento de medicamentos muito usada atualmente são as caixinhas organizadoras. Elas separam os comprimidos por dia da semana ou por horários (manhã, tarde, e noite).
 
As caixinhas coloridas – branca (manhã), rosa (tarde), azul (noite) – com sete divisões internas, uma para cada dia da semana, são as mais práticas e seguras. As caixas com quatorze divisões internas, sendo duas para cada dia semana (manhã e noite), podem confundir o paciente, por isso, são menos seguras.
 
O ideal é que a pessoa que coloca os comprimidos nos organizadores guarde a caixa e a bula de cada medicamento, pois caso aconteça algum problema pode ser necessário saber o lote e a validade do mesmo. Outro cuidado é jamais guardar medicamentos em locais úmidos como banheiro e cozinha, ou em locais onde o sol bate diretamente sobre eles.

Caso um deles precise ser guardado na embalagem original, cole o calendário do mês na caixa do medicamento que toma diariamente. E, sempre que tomar o medicamento, faça uma marca no dia em que isso aconteceu.
 
Se toma uma vez ao dia, faça um traço sobre o número referente aquele dia. Se toma duas vezes, faça um traço inclinado para a direita e, depois, outro traço inclinado para a esquerda, fazendo um X. Se toma quatro vezes faça os traços do X e, depois, os traços de uma cruz.
 
Para saber se tomou o medicamento de forma correta, basta contar a quantidade de traços que fez sobre o número referente aquele dia.
 
Blog Distimia Livro

Medicamento-Lembrar


Como fazer – Lembrete de medicamento
Edição de Lenise M. Resende

Faça uma cópia de um calendário anual e, mensalmente, recorte a parte do mês que irá iniciar. Cole o calendário do mês na caixa do medicamento que toma diariamente. E, sempre que tomar o medicamento, faça uma marca no dia em que isso aconteceu.

Se toma uma vez ao dia, faça um traço sobre o número referente aquele dia. Se toma duas vezes, faça um traço inclinado para a direita e, depois, outro traço inclinado para a esquerda, fazendo um X. Se toma quatro vezes faça os traços do X e, depois, os traços de uma cruz.

Para saber se tomou o medicamento de forma correta, basta contar a quantidade de traços que fez sobre o número referente aquele dia.

Nota - Se tiver aquele pequeno calendário com um imã que costuma ser dado de brinde, use-o da mesma maneira, colando o calendário do mês na caixa do medicamento.

Blog Distimia Livro

05/07/2016

(Tudo bem)

 
Faz de conta que está tudo bem!
- © Lenise M. Resende -

Acredito que algumas posturas são aprendidas na nossa infância. E que, muitas delas, acabamos abandonando naturalmente, conforme vamos crescendo. Outras, porém, permanecem ajudando ou atrapalhando nossa vida.

Quando digo que são aprendidas na infância, é porque muitos pais acham necessário impor aos filhos um verdadeiro manual de bom comportamento.

Para livrar-se de situações constrangedoras, antes da chegada de uma visita, por exemplo, é comum que o pai ou a mãe lembrem aos filhos algumas regras de boas maneiras como: cumprimente a visita com um sorriso no rosto; agradeça os presentes; coma de boca fechada; não fale de boca cheia; não fale palavrões; etc., etc.

Se a visita vai dormir por um ou mais dias na casa, o filho que vai ceder a sua cama ou o seu quarto, será o mais doutrinado a ostentar uma expressão de agrado diante da situação.

Mesmo numa família que não receba muitas visitas, pode existir alguém mais sensível ou mais atarefado, e as notícias, principalmente as más, são constantemente adiadas ou ocultadas. E, para que a pessoa "sensível" não desconfie de nada, é preciso que os familiares se acostumem a ostentar permanentemente uma expressão de "tudo bem" no rosto.

Além disso, somados as regras sobre o modo de agir existem outros aprendizados feitos por simples observação. Um deles se refere ao vestuário usado pela família durante uma visita, que pode ser: roupas caseiras novas ou seminovas, e até mesmo as chamadas roupas de domingo ou de festa. Nessas ocasiões, as roupas manchadas, furadas e remendadas são escondidas. A casa também costuma passar por uma faxina, sendo depois enfeitada com objetos que só saem de seus respectivos armários nas datas festivas.

Depois de tanto ver essas ações e ouvir frases de incentivo ligadas à aparência, a pessoa vai se tornando expert na arte de enganar. Cara de doente, de aborrecimento, de choro, ou de tristeza são malvistas, portanto costumam ser escondidas ou disfarçadas. E sempre há alguém por perto dando dicas como: coloca um batom vermelho pra alegrar um pouco o seu rosto; usa uma roupa mais colorida que essa é muito triste. 

Em geral, o que começa como um comportamento fingido e restrito aos parentes, acaba se tornando automático e mais abrangente. Foi o que aconteceu comigo. Desde que me entendo por gente tento manter essa atitude de "estar bem", para não preocupar ou importunar os outros. É uma atitude automática, que só nos últimos anos começou a me incomodar.

Mesmo agora, que já reuni uma imensa quantidade de informações trazidas a superfície pela análise, sinto que necessito me aprofundar um pouco mais no assunto antes de tomar alguma decisão. Por enquanto, ainda sinto dificuldade em me mostrar realmente triste ou chorar diante das pessoas. Mas, sendo uma pessoa que há muitos anos declara abertamente ser portadora de depressão crônica (distimia), acredito que se fizesse isso não causaria surpresa em ninguém, e somente as pessoas mais próximas ficariam preocupadas.

Como não tenho tendência a me mostrar como vítima, não me custaria nada responder a indagação de "Como vai?" com um "Tudo bem!", mas em geral tenho respondido apenas "Mais ou menos!", sem maiores explicações.

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Nota - Crônica filosófica (reflexão a partir de um fato ou evento)
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08/06/2016

(Saindo do divã)

 
Saindo do divã
- © Lenise M. Resende -

Existem tantas expressões iniciadas com o verbo sair que, antes de mencionar algumas delas, precisei buscar ajuda nos dicionários (Aulete e Michaelis) para organizá-las melhor:

. Sair às avessas é a expressão usada para descrever uma situação em que alguém se frustrou ou fracassou.

. Sair de si é a expressão usada para descrever uma pessoa que se irritou, e perdeu o autocontrole diante de uma situação desagradável.

. Sair de fininho, ou sair à francesa, é a expressão que descreve a maneira discreta usada por alguém que tentou sair de um local sem ser notado, ou sem se despedir. Expressa também a forma usada por alguém que discretamente evitou se envolver em algum conflito ou situação difícil.

. Sair da concha é a expressão usada para descrever uma pessoa que colocou de lado a sua habitual modéstia e acanhamento.

. Sair do armário é a expressão que descreve o anúncio público feito por alguém que decidiu revelar, à família e aos amigos, a sua orientação sexual.

. Sair do fundo do poço é a expressão usada para descrever a recuperação de alguém que esteve muito desanimado, abatido ou deprimido. Chegar ao fundo do poço, em sentido figurado, é o mesmo que chegar ao ponto mais difícil de uma situação.

. Sair do divã é a expressão que descreve o anúncio público feito por alguém que decidiu contar, à família e aos amigos, que tem um transtorno psiquiátrico. É tornar público um assunto que era falado apenas no divã, isto é, na sessão de psicanálise ou no consultório do psiquiatra.

Quando menos se espera, alguém sai com uma declaração inesperada, imprevisível, e nos surpreende. Em geral são artistas famosos que tomam essa atitude de sair do armário ou do divã.

No seu livro intitulado O Demônio do Meio-dia: Uma Anatomia da Depressão, o escritor Andrew Solomon escreveu: "Num livro que tem como um dos principais objetivos remover o estigma da doença mental, é importante não reforçar esse estigma escondendo a identidade de pessoas deprimidas. No entanto, incluí as histórias de sete pessoas que desejaram ser mencionadas por pseudônimos, e que me convenceram de que tinham um motivo importante para tal."

Foi muito sensata essa atitude do Andrew Solomon. Assim como muitas pessoas já se identificam como deprimidas ou distímicas, existe um número ainda maior de pessoas que evitam revelar que sofrem de algum transtorno mental.

No Facebook, por exemplo, existem muitos grupos fechados onde se oferece apoio, informações e oportunidade para desabafar aos portadores de transtornos psiquiátricos. Mesmo assim, só uma pequena parcela de membros se manifesta, seja por medo de que algum conhecido esteja no grupo ou qualquer outro tipo de receio. Mas para aqueles que não estão conseguindo verbalizar seus sentimentos faz bem ler o que os outros escrevem.

Graças as campanhas efetuadas pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), a existência de preconceito contra os portadores de transtornos e deficiências mentais já começa a ser discutida nas redes sociais. E, mesmo que esse debate demore mais um pouco para chegar às famílias, esse dia há de chegar.

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Nota - Crônica filosófica (reflexão a partir de um fato ou evento)
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06/06/2016

(Falando sério)

 
Falando sério!
- © Lenise M. Resende -

Nasci no dia 18 de janeiro, Dia Internacional do Riso. Sou de Capricórnio, e a maior característica das pessoas desse signo é a seriedade. Como a seriedade capricorniana não significa falta de humor, alguns humoristas brasileiros são desse signo. Mas, já que não acho graça em programas de humor, não sou fã de nenhum deles.

Apesar da seriedade assumida, sempre me considerei uma pessoa bem humorada, já que costumo rir dos contratempos do dia a dia. Só que existe uma grande diferença entre o considerar e o ser. E, sem que eu percebesse, na maior parte do tempo o humor deprimido é que predominava em mim. Sendo assim, foi com surpresa que descobri ser portadora de distimia, uma forma crônica de depressão, que foi reconhecida pela medicina nos anos 1980.

Assim como outras doenças, a distimia se manifesta de diversas maneiras, e a intensidade dos sintomas pode oscilar. Por isso, durante um período de remissão dos sintomas, me descuidei e interrompi meu tratamento. Agora, após uma recaída, estou retomando e, por esse motivo, tenho ficado pouco tempo no computador.

Para minha família, esse assunto não é novidade. Somente os amigos poderão se surpreender, pois raramente falo sobre isso. E, se agora estou falando, é por ter notado que a distimia ainda é pouco conhecida. Não há exames de laboratório ou radiografias que atestem sua existência. Aquele que é portador, sente o que tem, mas não pode mostrar aos incrédulos que o rodeiam. E isso o torna um alvo fácil dos conselheiros de plantão.

Um tratamento mais prolongado para qualquer tipo de depressão costuma despertar sentimentos negativos. O que não ocorre com o tratamento prolongado de outras doenças como hipertensão, diabetes ou asma. Colocar dúvidas sobre a capacidade de uma pessoa decidir o que é melhor para ela, não irá melhorar sua autoestima.

De boas intenções o inferno está cheio! - alertou São Bernardo de Claraval. Quem nunca teve depressão, não sabe a tortura que é ler determinadas mensagens com dicas, conselhos ou fórmulas mágicas. Acredito nas boas intenções de quem as escreve e na de quem as repassa. O que acho difícil é que essas pessoas acreditem o quanto elas podem ser dolorosas de serem lidas.

Se conselho não adianta, parece difícil, então, dar apoio aos distímicos e deprimidos. Se a pessoa já está em tratamento médico, só duas sugestões me ocorrem: paciência e respeito. Amor, carinho e outras formas de afeto, também, é claro!

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Nota - Crônica filosófica (reflexão a partir de um fato ou evento)
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