23/07/2017

(Livro-Venda 1)

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(Opinião 3)


Comentários de alguns leitores sobre 
o livro "De Bem Com O Mal Do Humor":
 
- Comentário 1 - O livro é muito bom, bem escrito e profundo. (M.R.F.)

- Comentário 2 - Oi Lenise, estou gostando do seu livro, me identifiquei com muitas partes, e gostei da sinceridade com que vc escreve! Parabéns! (L.D.)

- Comentário 3 - O seu livro tem um pouco de nós todos... Adorei, fiz muitas marcações para não esquecer. Tem um pouco de mim... (B.S.)

- Comentário 4 - Boa tarde, Lenise! Hoje terminei de ler seu livro "De Bem Com o Mal do Humor" e também sou distímica. Me identifiquei em muitos aspectos... Mas, enfim, estou entrando em contato para dizer que seu livro me fez mergulhar em experiências pessoais e me trouxe vários episódios para refletir. Obrigada por me mostrar que não estou sozinha em meio à multidão e que não sou "estranha". Tenho uma doença. (D.P.)

 - Comentário 5 - Eu gostei muito do seu livro e me vi em alguns momentos da sua vida... Percebi na leitura que era rodeada por pessoas maravilhosas, que sempre faziam algo pra agradar, em principal as coisas que gostava de comer. Esse carinho e atenção é tão importante quanto a terapia. (S.C)
 
 - Comentário 6 - A distimia é uma doença muito complicada que eu gostaria de não ter. O livro me ajudou a entender melhor algumas questões que sempre tive e ignorava que fossem da distimia. É uma leitura que vale a pena, não só para quem também sofre da doença, mas para aqueles que convivem com um distimico. (A.P.)

Blog Distimia Livro

14/07/2017

(Entrevista-Distimia2)


Entrevista com a escritora Lenise M. Resende, 
sobre Distimia, para a revista "TRT Rio em Revista":

1 - Qual a sua relação com a distimia? A senhora tem (ou teve) distimia ou tem familiares/amigos com a doença?
Resp. – Eu tenho distimia.

2 - Conte um pouco sobre a sua relação com a distimia, nos diga quando a doença começou (na senhora ou no seu familiar), como se desenvolve, como é conviver com a distimia, se existe algo que possa ser feito para "driblar"  os efeitos da doença, algo para melhorar o dia a dia de quem convive com o distímico ...
Resp. – A distimia frequentemente começa na infância. Provavelmente seja o meu caso, mas só comecei a fazer tratamento psiquiátrico e psicanalítico quando tive depressão, após a perda de um filho. E só depois de muitos anos é que fiquei sabendo sobre a distimia, porque essa classificação diagnóstica só começou a ser usada após sua publicação, em 1980, no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-III).

No livro De Bem Com o Mal do Humor, de minha autoria, a personagem diz na página 121: "Se eu tivesse que dar um único conselho a uma pessoa que acabou de receber o diagnóstico de distimia seria: 'Procure tratar-se com um psiquiatra em quem você confie. Ficou em dúvida - indague. Não gostou da resposta - mude a pergunta. Mas persevere tanto no tratamento quanto na confiança em si e no seu médico. E, diria o mesmo, caso essa pessoa fosse fazer também um acompanhamento psicoterápico.

Para dominar os sintomas da distimia é preciso ser perseverante. E se o tratamento com medicação e psicoterapia não estiver dando o resultado desejado, existem outras opções que podem ajudar: praticar atividades físicas leves como caminhadas e aulas de dança, praticar meditação ou ioga, participar de grupos de autoajuda ou de ajuda mútua como Neuróticos Anônimos, e participar de algum trabalho comunitário.

3 - Como somos um Tribunal do Trabalho, vamos dar enfoque também às relações no trabalho. A senhora dá alguma dica para a pessoa que convive com um colega de trabalho que tem distimia e é irritadiço/mal humorado/melancólico...?
Resp. – O médico Antônio Geraldo da Silva, ex-presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), afirmou em uma entrevista a revista Isto É, que o preconceito contra a doença mental "existe na família, no trabalho, e no próprio paciente". Sendo assim, dificilmente um distímico conta aos colegas de trabalho sobre a doença. Mas, caso ele venha a contar, será fácil perceber, por exemplo, que ele sempre irá recusar convites para eventos fora do trabalho. Seria bom, no entanto, que mesmo que os convites continuem, até mesmo para que a pessoa não se sinta excluída, que eles não sejam acompanhados de comentários irônicos ou de insistência excessiva.

Outra comemoração que os distímicos costumam evitar é a do seu próprio aniversário. Por isso, nas empresas que comemoram os aniversariantes do mês, o melhor é consultar antecipadamente o aniversariante distímico, ou fazer uma comemoração discreta e rápida para não constrangê-lo.

É muito importante que os colegas de trabalho entendam que a distimia é uma doença, e o mau humor, a irritação e a tristeza são sintomas que não estão necessariamente relacionados com as pessoas à sua volta.

4 - Como funcionam os grupos no Facebook? Vocês têm reuniões presenciais ou funciona como um espaço virtual para desabafos e troca de experiências?
Resp. – Em geral os grupos no Facebook são de apoio e dirigidos aos portadores de distimia, mas familiares e amigos também podem participar. Há quem prefira utilizar o espaço para desabafar, expor seus problemas e dúvidas, e ler depoimentos de distímicos. Mas há quem prefira ler artigos sobre distimia e assuntos afins, saber mais sobre os profissionais que nos tratam, a medicação que tomamos, os diferentes sintomas, etc. Por esses motivos, em 2014, criei o meu próprio grupo (Distimia-Brasil) onde além de desabafar a pessoa pode encontrar mais informações. Reuniões presenciais entre membros de grupos de distimia, se acontecem, são raríssimas. De tempos em tempos alguém planeja uma reunião desse tipo, mas só vi a confirmação de uma que ocorreu em São Paulo, em 2016.

5 - A senhora enxerga algum traço em comum com a maioria dos participantes do grupo? Algum sintoma específico que seja comum a todos, uma faixa etária prevalecente, a maioria é de mulheres ou homens...?
Resp. – Não é fácil dar uma resposta precisa pois o número de membros participantes oscila muito. Mas a maioria dos membros dos grupos de distimia parece ter menos de quarenta anos. E, além de irritabilidade, desânimo, desesperança, pessimismo, e baixa autoestima, uma característica marcante dos portadores de distimia é o isolamento social. Algumas vezes temos a impressão de que em determinado grupo existem mais mulheres, mas o depoimento de um homem pode fazer com que outros homens se manifestem, dando apoio ou trazendo novos assuntos, dúvidas ou opiniões, e tudo muda.

6 - Os grupos do Facebook existem há quanto tempo? Têm pessoas de todo o Brasil ou só do Rio? Os participantes são todos pacientes ou os grupos são também de apoio a familiares e amigos?
Resp. – Os primeiros grupos sobre distimia que conheci na internet foram no Orkut. No Facebook, inicialmente os distímicos devem ter frequentado grupos sobre depressão, já que a distimia é um tipo de depressão. Essa foi a impressão que tive ao verificar que o mais antigo grupo existente foi criado apenas em 2010. Criado por um espanhol, esse grupo logo atraiu membros de diversos países de língua espanhola, mas, em 2014, o idioma mais falado pelos frequentadores era o português. Então, por sugestão de um membro, o dono do grupo passou a dividir sua administração com alguns brasileiros. Até hoje, os brasileiros dos mais diversos estados são a maioria, embora o número de falantes de língua espanhola continue crescendo.

7 - Há algum caso mais crônico ou que tenha se sobressaído que a senhora possa compartilhar?
Resp. – A distimia é uma doença crônica. E os casos de intenção suicida são os que mais mobilizam os participantes, que não medem esforços para fazer com que o outro desista. "A relação entre distimia e suicídio é estreita e perigosa. Por isso, o fato de provocar depressão menos intensa, porém mais prolongada, não significa que seja mais leve. Imagine qual é a sensação do indivíduo que vai somando só perdas ao longo da vida. Talvez isso explique por que 15%, 20% dos pacientes com distimia tentem suicídio." Alertou o psiquiatra Táki Cordás em uma entrevista ao Dr. Dráuzio Varella.

8 - Li que a senhora é autora de pelo menos um livro que trata de distimia (De Bem com o Mal do Humor). Com o que ele contribui para o distímico ou para as pessoas que convivem com ele?
Resp. – Sou suspeita para falar, mas a melhor descrição sobre a distimia que conheço foi dada pelo psiquiatra e psicanalista Humberto Mauro Lessa de Vasconcellos, no prefácio do meu livro De Bem Com o Mal do Humor: "O que é a distimia? Por que ela tem despertado tanto interesse nos tempos atuais? Primeiro e sobretudo porque é uma forma insidiosa de depressão crônica, não episódica, aparentemente menos grave do que as 'grandes' depressões, mas tão incapacitante quanto estas, diminuindo consideravelmente a qualidade de vida de seu padecente. Este pode ser caracterizado pelo mau humor crônico, de forma constante, poli queixoso, sem perspectivas e resistente às mudanças que surgem, respondendo de forma negativista e sarcástica."  

De Bem Com o Mal do Humor, lançado em 2015 pela Caligo Editora, é um romance psicológico sobre a distimia. Temas como família, casamento, depressão, ideação suicida, psicoterapia e internação são descritos com leveza e sem julgamentos, de forma a ajudar os distímicos, seus familiares, amigos, e também os profissionais de saúde a entender e a refletir sobre as dificuldades que os portadores da doença enfrentam no dia a dia. 

9 - Além desse livro, a senhora indicaria algum filme/documentário/outro livro sobre o assunto?
Resp. – O primeiro livro publicado no Brasil sobre o assunto foi "Distimia, Do Mau Humor ao Mal do Humor, de Táki Cordás, Ricardo Moreno, Egídio Nardi, e colaboradores, 118 págs., Editora Artmed, 2010". Sinopse: Apesar de sua elevada prevalência e de suas consequências para pacientes, seus familiares e a sociedade, a distimia constitui-se em condição ainda pouco diagnosticada e muitas vezes inadequadamente tratada. Nesta terceira edição, atualizada e ampliada, os autores se debruçam sobre o tema, discutindo desde a perspectiva histórica até as formas de tratamento.

Em recente pesquisa feita no Google, fiquei sabendo que existem alguns filmes que tem um personagem aparentemente distímico, são eles: Pequena Miss Sunshine; Sideways, Entre Umas e Outras; e Noivo Neurótico, Noiva Nervosa. Mas ainda não assisti a nenhum deles, por isso não posso confirmar.
 
Nota - Entrevista com a escritora Lenise M. Resende, feita por Ana Luiza R. Nóbrega M. A. dos Santos, da Assessoria de Imprensa e Comunicação Social do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, para a revista "TRT Rio em Revista". (29/06/2017)
 

(Entrevista-Distimia1)


 
Entrevista com a escritora Lenise M. Resende sobre Distimia:

1- Como você descobriu que estava com distimia?
Resp. – Após a perda de um filho fiquei muito deprimida e comecei a fazer tratamento psiquiátrico e psicanalítico. Mas só depois de uns dez anos fiquei sabendo sobre a distimia.

2- Quais foram as barreiras enfrentadas ao perceber?
Resp. – O maior obstáculo sempre foi a idealização suicida, a falta de vontade de continuar viva.

3- Após a descoberta da distimia você teve alguma mudança de hábito?
Resp. – A mais marcante foi ter deixado de comparecer as festas da família, inclusive o Natal.

4- Como você era antes da distimia?
Resp. – Uma versão magra do que sou hoje.

5- Como está agora após descobrir que tem distimia? Por que é difícil perceber que está com distimia?
Resp. – Saber que temos uma doença crônica ajuda a persistir no tratamento. É difícil perceber que uma pessoa está com distimia porque é uma doença que ainda não é bem conhecida.

6- Pesquisas afirmam que um dos sintomas da distimia é o mau humor. Você se considera um pessoa mal-humorada?
Resp. – Tenho um humor deprimido, e prefiro observar mais do que falar. Mas o fato de estar séria não significa estar mal-humorada. E, em geral, isto fica perceptível quando relato certas situações, que vivi ou presenciei, sob uma ótica divertida.

7- O que você pensa a respeito de "vou sorrir só para agradar uma pessoa" ?
Resp. – Em algumas situações é melhor dar um sorriso triste do que uma resposta grosseira.

Nota - Trecho de entrevista com a escritora Lenise M. Resende, feita por Viviane A. da Silva, estudante de jornalismo, matéria para uma atividade da Universidade Metodista de São Paulo. (21/10/2014)

12/11/2016

(Distimia, fobia, empatia)

A distimia, a fobia e a empatia
- © Lenise M. Resende -

Descrito como um romance psicológico sobre a distimia, o livro De Bem Com o Mal do Humor baseia-se nas memórias da autora e sua relação com essa doença. Portanto, quando na página 117 do livro a personagem diz: "Já tive uma longa fase de depressão maior, mas eu era bem mais independente e ativa do que atualmente. Por pior que eu estivesse conseguia sair de casa, e sozinha. O isolamento e a dificuldade para sair são características da fobia social. Depois que a fobia cresceu, raramente saio de casa e, mesmo assim, quando sou obrigada.", ela narra a ocorrência simultânea de dois transtornos: a distimia e a fobia social. E, tanto a distimia como a fobia social, são transtornos reconhecidos como altamente incapacitantes, que frequentemente restringem as atividades sociais dos portadores.

Em geral, as pessoas que já leram o livro, percebem que, assim como a personagem, a autora tem uma vida social tão reduzida que, se não fosse a internet, seria inexistente. Mesmo assim, algumas pessoas parecem imaginar esses transtornos como algo menor ou passageiro, e indagam se haverá um evento para o lançamento do livro ou uma noite de autógrafos. Quando ficam sabendo os motivos para que isso não aconteça, em geral reagem citando razões que, na opinião deles, justificariam esse "sacrifício". Só que nenhuma delas consegue ser mais importante do que a saúde emocional de uma pessoa.

Como a negação de uma doença é uma das várias formas de preconceito, fico em dúvida se seria este o problema, ou se seria falta de empatia e compreensão. Segundo o psicólogo americano Lauren Wispe, "o objeto da empatia é a compreensão, e o objeto da simpatia é o bem-estar do outro." Quando tentamos compreender as situações do ponto de vista de outra pessoa nasce a empatia por ela, mesmo que não provoque o desejo de ajudá-la.

Apesar de saber da existência de diversos autores nacionais, também portadores de transtornos emocionais, que estão publicando de forma independente, espero que pelo menos as pequenas editoras não incluam entre suas exigências para publicação de um livro, que o autor concorde em participar de um evento desses. Seria tornar o mercado editorial ainda menor para pessoas que já enfrentam dificuldades em outras áreas da vida, além da profissional.

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Nota 1 - Crônica filosófica (reflexão a partir de um fato ou evento)
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Nota 2 - Para enriquecer estas linhas, coloco na sequência uma frase sobre Dalton Trevisan, escritor que não é dado a entrevistas, não gosta de tirar fotos, e de comparecer em eventos: "Quando crescer, como escritora, quero ser um Dalton Trevisan. Não para escrever igualzinho a ele, mas para poder ser escritora, somente." (Lenise M. Resende, em Desafio Dalton Trevisan do grupo Scripto de oficina literária, maio de 2005)
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05/07/2016

(Tudo bem)

 
Faz de conta que está tudo bem!
- © Lenise M. Resende -

Acredito que algumas posturas são aprendidas na nossa infância. E que, muitas delas, acabamos abandonando naturalmente, conforme vamos crescendo. Outras, porém, permanecem ajudando ou atrapalhando nossa vida.

Quando digo que são aprendidas na infância, é porque muitos pais acham necessário impor aos filhos um verdadeiro manual de bom comportamento.

Para livrar-se de situações constrangedoras, antes da chegada de uma visita, por exemplo, é comum que o pai ou a mãe lembrem aos filhos algumas regras de boas maneiras como: cumprimente a visita com um sorriso no rosto; agradeça os presentes; coma de boca fechada; não fale de boca cheia; não fale palavrões; etc., etc.

Se a visita vai dormir por um ou mais dias na casa, o filho que vai ceder a sua cama ou o seu quarto, será o mais doutrinado a ostentar uma expressão de agrado diante da situação.

Mesmo numa família que não receba muitas visitas, pode existir alguém mais sensível ou mais atarefado, e as notícias, principalmente as más, são constantemente adiadas ou ocultadas. E, para que a pessoa "sensível" não desconfie de nada, é preciso que os familiares se acostumem a ostentar permanentemente uma expressão de "tudo bem" no rosto.

Além disso, somados as regras sobre o modo de agir existem outros aprendizados feitos por simples observação. Um deles se refere ao vestuário usado pela família durante uma visita, que pode ser: roupas caseiras novas ou seminovas, e até mesmo as chamadas roupas de domingo ou de festa. Nessas ocasiões, as roupas manchadas, furadas e remendadas são escondidas. A casa também costuma passar por uma faxina, sendo depois enfeitada com objetos que só saem de seus respectivos armários nas datas festivas.

Depois de tanto ver essas ações e ouvir frases de incentivo ligadas à aparência, a pessoa vai se tornando expert na arte de enganar. Cara de doente, de aborrecimento, de choro, ou de tristeza são malvistas, portanto costumam ser escondidas ou disfarçadas. E sempre há alguém por perto dando dicas como: coloca um batom vermelho pra alegrar um pouco o seu rosto; usa uma roupa mais colorida que essa é muito triste. 

Em geral, o que começa como um comportamento fingido e restrito aos parentes, acaba se tornando automático e mais abrangente. Foi o que aconteceu comigo. Desde que me entendo por gente tento manter essa atitude de "estar bem", para não preocupar ou importunar os outros. É uma atitude automática, que só nos últimos anos começou a me incomodar.

Mesmo agora, que já reuni uma imensa quantidade de informações trazidas a superfície pela análise, sinto que necessito me aprofundar um pouco mais no assunto antes de tomar alguma decisão. Por enquanto, ainda sinto dificuldade em me mostrar realmente triste ou chorar diante das pessoas. Mas, sendo uma pessoa que há muitos anos declara abertamente ser portadora de depressão crônica (distimia), acredito que se fizesse isso não causaria surpresa em ninguém, e somente as pessoas mais próximas ficariam preocupadas.

Como não tenho tendência a me mostrar como vítima, não me custaria nada responder a indagação de "Como vai?" com um "Tudo bem!", mas em geral tenho respondido apenas "Mais ou menos!", sem maiores explicações.

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Nota - Crônica filosófica (reflexão a partir de um fato ou evento)
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